
Olá, ninas!
Cá estou eu sem muito para contar. Venho postar porque adoro este meu espaço, porque tenho-lhe muito carinho e significa muito para mim escrever aqui as minhas parvoíces, tontices, rotinas, tristezas, alegrias, enfim... Mas o que é certo, é que desta semana não há nada de extraordinário a revelar.
Eu estou calma, estou bem, e espero continuar assim.
Estes feriaditos ajudam a quebrar a rotina e fora isso o trabalho tem ajudado.
Hoje é dia de fazer teste para os putos, e quem diz teste diz logo 2 ou 3 porque um não basta. As turmas são diferentes, uns mais inteligentes que outros, há alunos de NEE (Necessidades Educativas Especiais), mas isto não deve dar trabalho nenhum porque dizem por aí que vida de professor é boa.
E portanto, com tanto que fazer à minha volta, nem há tempo para pensar...
...mas tenho pensado no T. Um menino que está na iminência de ser retirado ao pai pela Segurança Social, um menino que tem passado por muita violência, que não sabe o que é carinho, afecto... Um menino que está de mal com o mundo, e por isso tem dificuldades em brincar com os seus amigos da turma porque acaba sempre tudo em briga, que não consegue assistir a uma aula do princípio ao fim porque entra sempre em conflito com os professores, só faz asneira, só responde torto, que é trancado em casa quando o pai o põe de castigo, que escreve um bilhete ao pai a dizer que vai fugir (espero que ele tenha voltado para casa ontem à noite apesar de esse ser o pior sítio para ele ficar).
Era tão bom que este país tivesse dinheiro para investir em Educação e Segurança Social, ou que essa fosse uma prioridade, era tão bom que se percebesse que é a investir nas bases que amanhã poderemos estar realmente melhor e nos aproximarmos dos países europeus que realmente tem melhor qualidade de vida, porque Educação é qualidade de vida.