30 dezembro, 2010

Rescaldo do Natal

... e pomo-nos a acreditar que o Pai Natal existe...
... e na noite de Natal, damos uma bela surpresa a todos... e todos festejamos...
... e pomo-nos a pensar que se calhar é melhor fazer aquelas obras que a casa necessita, na Primavera, de modo a recebê-lo(a) muito bem...
... e pomo-nos a pensar que se nasce no pico do Verão, e como iremos dar praia ao G, este ano...
... e mesmo que saibamos que temos de ter contenção até fazer a ecografia, pomo-nos a sonhar e a acreditar que foi possível...

... e no dia de Natal, tudo começa a retroceder... a desvanecer... e a perda apesar de só de 8 semanas é do tamanho do MUNDO...

... quero passar o Ano a dormir... para esquecer este e imaginar outro bem melhor...

16 dezembro, 2010

O Pai Natal existe mesmo.... acreditem!
Depois de tanta angústia porque achava que andava a imaginar coisas, que o meu corpo me andava a dar sinais falsos e que a minha mente andava-me a pregar partidas por querer tanto outro filho... e depois de ter andado pelo fórum da API... onde tomei conta de casos de testes de urina que deram falsos sem o serem... no Sábado de manhã, levantei-me e fui ao laboratório de análises pedir para fazer a Beta HCG (a particular, sem credencial, sem nada, nem sabia que era possível fazer assim...) pois na 2ª feira fui buscar o resultado e tcham, tcham, tcham... 104... GRAVIDÍSSIMA!

Obrigado, Pai Natal! Não podia esperar melhor prenda que esta! Para mim, e para a nossa família!

Só vou fazer a eco na primeira semana de Janeiro (espero que esteja tudo bem) mas na noite de Natal vamos preparar uma pequena surpresa para a família... ainda por cima este ano é cá em casa!

Não dei a notícia mais cedo porque andamos em avaliações e na minha escola, é de loucos!

E há 3 anos atrás publicava esta foto...

09 dezembro, 2010

QUE SUFOCO!

Não estou a aguentar! A minha cabeça não pára de pensar nem por um instante!

O meu ciclo está muito longo! 41 dias! Nunca tinha sido tão longo! Já fiz um teste (aos 38 dias) e deu negativo! E há +/- seis dias que sinto sensibilidade no peito, o que me faz lembrar de quando fiquei grávida do G... mas em menor intensidade...

Seria muito bom que o teste tivesse falhado, mas não me posso permitir sonhar tão alto! O mais certo é eu ter cada vez mais ciclos completamente loucos e as hipóteses de voltar a engravidar estarem a diminuir drasticamente com a idade...

Apetece-me...

03 dezembro, 2010

Porque é que é importante falar de educação sexual?

Ser pai, mãe ou um educador em contexto familiar e abordar as questões ligadas à sexualidade com os filhos não é tarefa fácil. No entanto torna-se indispensável ao desenvolvimento responsável e informado destes jovens consoante a fase etária das suas vidas.
A sexualidade é um assunto que está na ordem do dia e as crianças e os adolescentes estão desde cedo expostos a esta temática, através da televisão, publicidade, filmes, revistas e amigos. Como tal, as dúvidas e questões da sexualidade aparecem no dia-a-dia das famílias. Os educadores, nomeadamente os pais, devem ser influências positivas no comportamento sexual adoptado pelos jovens. Ser pai, mãe ou um educador em contexto familiar e abordar as questões ligadas à sexualidade com os filhos não é tarefa fácil. No entanto torna-se indispensável ao desenvolvimento responsável e informado destes jovens consoante a fase etária das suas vidas.As famílias são todas diferentes e cada família terá a sua forma de comunicar sobre este tema. Existem várias formas e nenhuma é melhor que outra, desde que exista diálogo e respeito pelo outro. A educação sexual deve começar na pré-adolescência, ou seja, antes dos 10 anos, porque está comprovado que não aumenta o risco de actividade sexual mais cedo e diminui os comportamentos de risco. Os pais devem abordar estes assuntos desde essa altura, sem receio que possam ferir ou que possa encorajar a actividade sexual dos seus filhos porque, de facto, as crianças e os adolescentes tomam melhores decisões quando têm toda a informação que precisam e se sentem confortáveis a conversar e por dúvidas. Devemos colocar questões abertas e ouvir as dúvidas, passar mensagens simples, fáceis de compreender e com a informação essencial. Não é sempre preciso uma grande conversa. Ouça as questões e assegure-se que está a responder às perguntas, em vez de falar em termos gerais. E, no final, esclareça que podem sempre fazer mais perguntas.
Ajudar os seus filhos a sentirem-se bem com a sexualidade desde o início é orientá-los na sua educação, saúde e responsabilidade. Não tire conclusões precipitadas: uma pergunta sobre sexo não significa necessariamente que os seus filhos estão a ter actividade sexual. Mostre que está sempre do lado dos seus filhos. As crianças têm de ser capazes de confiar que os seus pais ou educadores sejam razoáveis, independentemente do tipo de problemas ou preocupações que eles lhes tragam.
Existe, no entanto, informação adaptada às diferentes idades. Por exemplo, a uma criança de cinco anos podemos ensinar correctamente os nomes das partes do seu corpo, incluindo os seus órgãos genitais e até as diferenças entre o corpo do homem e da mulher. (O G tem 2 anos e já observa as diferenças entre o pai e mãe).
Antes da adolescência, devemos explicar as alterações pubertárias femininas e masculinas e o ciclo menstrual às raparigas, informar acerca dos métodos contraceptivos e do início da actividade sexual. Enquanto educador de uma criança ou adolescente, não tem que fazer tudo sozinho e, por vezes, é complicado falar sobre valores e sexualidade. Existem muitos livros e brochuras disponíveis que o podem ajudar dar respostas a estas perguntas e encontrar formas de abordar estes assuntos quando não se sente tão confortável. Lembre-se que não tem que ser um momento exacto nem solene para acontecer. Pode acontecer em frente à televisão, num passeio, enquanto arruma a cozinha com os filhos... No fundo, é um processo contínuo e se o abordar com naturalidade, proximidade, amor e alegria será mais fácil discutir e trocar ideias.